
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou, nesta quarta-feira (12.11), um dos momentos mais tensos da sabatina do indicado ao cargo de procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Durante a sessão, Flávio acusou Gonet de ter permitido, de forma passiva, que o Ministério Público Federal fosse “esculhambado”, o que gerou reação imediata da presidência da comissão.
“O senhor aceitou passivamente que o Ministério Público Federal fosse esculhambado. Depois, ainda adotava uma postura ambígua”, disse Flávio Bolsonaro, em tom crítico e pessoal.
A fala gerou constrangimento entre os senadores presentes e motivou uma reprimenda formal do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA). “Foi um constrangimento durante a arguição. Em mais de 30 anos de vida pública, jamais agi assim nem com meu pior adversário. A linguagem deve estar dentro dos padrões éticos e compatível com o que a arguição permite”, afirmou Alencar, destacando que a sessão exigia respeito ao protocolo da comissão.
O senador Jayme Campos (União) também criticou a postura de Flávio Bolsonaro, classificando como leviana e alertando que o ataque pessoal desviava o foco do debate principal. “Imagino que Vossa Excelência se afastou do escopo da sabatina, promovendo um ataque de cunho pessoal. A autoridade está sendo sabatinada, e este não é o momento para acusações dessa natureza”, declarou o senador.
A sessão desta quarta-feira (12) integrou o processo de sabatina de Paulo Gonet, indicado ao cargo de procurador-geral da República, durante o qual os senadores tiveram a oportunidade de questionar o candidato sobre sua atuação administrativa, políticas de combate à corrupção e diretrizes do Ministério Público Federal (MPF).