
Chapada dos Guimarães recebe neste sábado (13) o 1º Festival de Dança Siriri, reunindo quatro grupos representativos da cultura popular mato-grossense: Águas do Cachuá (Distrito João Carro), Grupo Folclórico de Siriri Patucha (Chapada dos Guimarães), Buriti do Cerrado (Cuiabá) e Flor do Cambambe (Distrito Água Fria). Cerca de 100 participantes, entre dançarinos, músicos e equipes, integram a programação, que valoriza os diferentes modos de fazer e dançar o siriri em Mato Grosso.
As atividades formativas ocorrem no Centro Municipal de Educação Infantil Magia do Saber “Anita Goulart” (CMEI), no Bairro São Sebastião, enquanto as apresentações públicas acontecem às 20h na Praça Dom Wunibaldo, no centro da cidade. A proposta é estimular trocas entre comunidades rurais e urbanas, aproximando públicos e fortalecendo os laços da tradição.
A curadoria do festival é assinada pelo artista e pesquisador Fernando Pael, que enfatiza a importância do encontro para a continuidade das expressões culturais do estado.
“O festival cria um espaço de visibilidade e troca entre grupos que mantêm viva a memória do siriri em diferentes regiões. É um momento de celebração, aprendizado e reconhecimento dos mestres e brincantes”, afirma Pael.
O 1º Festival de Dança Siriri é uma realização do Grupo Folclórico Patucha, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A ação conta com apoio do Deputado Estadual Lúdio Cabral, do Mosaico Cultural – Associação de Artes Integradas, da Prefeitura de Chapada dos Guimarães, da HM Produção Cultural e da Associação Florescer Inspira.
O siriri é uma manifestação tradicional presente em Cuiabá e em diversas comunidades mato-grossenses. Segundo o estudo O Siriri: Uma Manifestação Cultural, de Sônia Gonçalina Pereira e Carlos Rinaldi (RCC, 2025), a dança resulta da fusão de influências indígenas, africanas e europeias, marcada por passos simples, coreografias em roda ou fileira e figurinos coloridos que reforçam seu caráter festivo. A musicalidade é conduzida por instrumentos como a viola de cocho, o ganzá e o mocho, elementos centrais da tradição.
Os autores destacam que o siriri funciona como um potente mecanismo de transmissão de memória, identidade e pertencimento, preservando valores e modos de vida das comunidades que o praticam (p. 116–120). Assim, a realização de festivais e ações formativas contribui diretamente para sua continuidade e difusão entre novas gerações.
Av. Olho D’Água, s/n – Bairro São Sebastião
– Recepção dos participantes
– Almoço
– Roda de conversa sobre desafios dos grupos
– Elaboração de carta-compromisso para diálogo com poder público e sociedade civil
– Oficina de instrumentos tradicionais (viola de cocho, ganzá e mocho)
– Ensaios dos grupos
Praça Dom Wunibaldo – Centro
(Aberto ao público)
1º Festival de Dança Siriri – Chapada dos Guimarães
13 de dezembro de 2024
Praça Dom Wunibaldo e CMEI Magia do Saber
Instagram: @grupo.patucha
Curadoria e contato para imprensa:
Fernando Pael – (65) 9 9641-4836
Assessoria de Comunicação – Festival / Grupo Folclórico Patucha
Luiz Carlos Bezerra – DRT 2110/MT