
O Campeonato Mato-grossense Sub-17 Feminino comprovou novamente a evolução técnica da modalidade no estado. Desde a primeira rodada, o Ação e o Várzea Grande se mostraram fortes candidatos ao título, enquanto outras equipes, como o Mixto, apresentaram consistência. Já o Atlético-MT, tímido na largada e visto por muitos como mero coadjuvante, acabou se tornando a grande surpresa da competição.
Na abertura, o Ação venceu o próprio Atlético por 3 a 0 e já dava sinais de superioridade. Poucos imaginavam, naquele momento, que a equipe derrotada ali se tornaria protagonista na reta final. O Várzea Grande também chamou atenção aplicando 12 a 0 no Uirapuru, enquanto o Mixto avançava com futebol equilibrado.
As semifinais trouxeram o primeiro grande capítulo da história atleticana. Contra o Várzea Grande — favorito e com a melhor produção ofensiva da primeira fase — o Atlético jogou com disciplina e coragem. Empatou em 1 a 1 no tempo normal, suportou a pressão e venceu nos pênaltis. Um resultado que contrariou todas as previsões e colocou o time desacreditado na decisão.
Do outro lado, o Ação confirmou o favoritismo ao vencer o Mixto por 5 a 1, chegando à final com autoridade.
A grande decisão foi o confronto entre lógica e improvável. O Ação buscava consolidar sua campanha sólida; o Atlético, por sua vez, carregava a força de quem já havia superado expectativas e queria aprontar mais uma. O jogo foi travado, equilibrado e tenso. O Atlético mostrou organização defensiva e personalidade, se mantendo firme diante do ataque contínuo do Ação.
Quando a partida se encaminhava para os pênaltis, veio o golpe final: já nos minutos derradeiros, o Ação encontrou espaço pela esquerda e marcou o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 e o título estadual.
O Ação confirma sua hegemonia na base, mas o Atlético, que começou como o time que “ninguém dava nada”, termina o campeonato como a grande revelação — mostrando que, no futebol, o imprevisível sempre encontra um jeito de aparecer.







